
O diretor do filme de Borderlands finalmente falou aberto sobre o que afundou a adaptação: os cortes impostos pelo estúdio para garantir a classificação PG-13 deixaram o longa sem identidade, sem público e sem propósito. Segundo ele, o resultado foi um filme que ‘não pertencia a ninguém’.
A lógica é simples e dolorosa. Os fãs da franquia foram até os cinemas esperando o caos, a brutalidade e o humor nonsense que fazem de Borderlands o que é. Não encontraram nada disso. Do outro lado, crianças e adolescentes que se encaixam no perfil PG-13 simplesmente não tinham interesse no universo da Gearbox. O filme tentou agradar aos dois e não agradou nenhum.
A franquia não foi feita para ser domesticada
Borderlands é uma série conhecida justamente pelo excesso: violência exagerada, personagens absurdos e um humor que flerta constantemente com o mau gosto. Tirar isso para baixar a classificação etária não é adaptar, é descaracterizar. O diretor, ao admitir o erro, joga a responsabilidade diretamente nos ombros do estúdio, que priorizou uma faixa de público mais ampla no papel e acabou sem público nenhum na prática.
O filme de Borderlands estreou em 2024 e foi um dos maiores fracassos de adaptação de games dos últimos anos, tanto nas bilheterias quanto na crítica. A declaração do diretor não muda o desfecho, mas é um registro importante: às vezes, a decisão comercial que parece mais segura é exatamente a que destrói o produto.
